terça-feira, 3 de agosto de 2010

UM AMIGO ESPECIAL

Não podia deixar de falar num amigo muito especial que a partir do primeiro dia em que foi á Casa da Lina, nunca mais deixou de lá ir, dando a sua colaboração a nível musical.

Quem não se lembra do "armadilhas"?

Quem não se lembra do Miguel?

Armadilhas porquê perguntarão alguns.

Outros saberão porquê.

Mas para que não reste dúvidas eu passo a explicar.

O Miguel gostava de acompanhar os músicos, fosse em que género de música fosse, mas com principal destaque para a Música Brasileira e em especial a Bossa Nova.

Então o Miguel aparecia na Casa da Lina com as suas "ferramentas de trabalho", mas não tinha bateria.

Assim sendo, resolvemos improvisar uma bateria feita com umas caixas, uma pandeireta e outras coisas e ali estava o Miguel a tocar.

Resolvemos dizer que aquilo eram as armadilhas do Miguel e assim o nosso amigo ficou conhecido pelo Armadilhas.

O "Velho" Miguel, e não tenho problemas em tratá-lo assim, não porque o Miguel era mais velho do que nós mas sim pelo carinho que todos sentíamos em relação a ele.

Como dizia o "velho" Miguel foi pessoa que nunca deixou de ir á Casa da LIna e manteve-se sempre a meu lado até ao final daquele espaço.

A amizade que nos uniu não parou nessa altura e tem sido mantido ao longo dos anos.

Chegámos a estar juntos algumas vezes e ainda hoje nos mantemos em contacto telefónico de vez em quando.

O Miguel com a sua maneira de ser muito especial, tratava-me por Peter, ainda hoje quando falamos é assim que ele me trata.

Obrigado Miguel pela amizade que nos dedicou, tanto a mim como á minha irmã, bem como a todos os outros e ao mesmo tempo muito obrigado por me ter dado a possibilidade de ser seu amigo.

COLABORADOR / AMIGO

Quando pensámos ficar com a Casa da Lina, ao falarmos com a então proprietária, ela perguntou se estaríamos interessados em que um colaborador que ela tinha, continuasse a trabalhar lá.

Como para nós ia ser uma experiência nova, nunca tendo trabalhado neste ramo de actividade, resolvemos aceitar a sugestão uma vez que ele nos poderia ser de grande utilidade para já porque conhecia os cantos á casa e depois porque nos poderia dar umas luzes de como funcionar.

Fomos apresentados e a pessoa em questão (Manuel Machado), ficou realmente a trabalhar na Casa da Lina, passando a colaborar ás terças-feiras noite destinada inicialmente ao Fado Vadio e ás sextas, sábados e noites de véspera de feriado, pois se previam ser os dias de maior movimento.

O Manel Machado como era tratado por todos foi o nosso professor e foi quem nos ajudou a fazer a casa.

Entre todos nós bem como com os músicos e com a maioria dos clientes foi criado um ambiente familiar que levou a Casa da Lina a ser um dos locais mais falados da noite de Lisboa a nível de bares com música ao vivo.

Aproveito para recordar que esta relação de amizade se alastrou aos proprietários e músicos das outras casa do género, que depois de encerrarem iam para a Casa da Lina acabar a noite.

Recordo o Oliveira da Chafarica, nosso vizinho do lado, o Zé do Pé Sujo e da Bruxa, o Hugo da Clave de Tó (que infelizmente já faleceu), recordo também o Moisés que trabalhava na Clave de Tó e o pessoal das Noites de Luar que por lá apareciam aos fins de semana.

Com o Manel Machado tive a possibilidade de estar em contacto com ele pela net e mais recentemente no dia 24 de Julho, dia do meu aniversário fez o favor de estar presente numa pequena reunião de ultima hora na Chafarica. Obrigado Manel.

O APOIO DOS AMIGOS - ABEL

Pois é, mais um amigo que irei lembrar agora. o Abel.

Também ele morador na zona da Casa da Lina, passou a ser cliente assíduo e rapidamente adquiriu o estatuto de amigo.

O Abel, a quem quase todos chamavam de "Rui Veloso" dadas as parecenças com o músico que todos conhecemos, começou também a dar uma ajuda quando era necessário.

Se nos casos atrás referidos, por exemplo a Fátima e a Mª João, ajudavam a minha irmã no balcão e na cozinha, já o Pedro Tomé, o Abílio e neste caso o Abel davam uma ajuda no serviço ás mesas e quando necessário ao balcão.

Assim com esta entreajuda era possível dar algum descanso a todos, permitindo que o serviço aos clientes não fosse prejudicado.

A Abel foi uma das poucas pessoas que por acaso encontrei á relativamente pouco tempo.

O APOIO DOS AMIGOS - ABÍLIO

Como aqui já foi dito, alguns dos amigos que ajudavam diariamente no funcionamento da Casa da Lina, foram clientes que passaram a amigos rapidamente.

De entre os clientes que começaram a aparecer na Casa da Lina, cabe agora a vez de falar de dois irmãos gémeos que como moravam perto e gostaram do ambiente, passaram a clientes normais e logo de seguida a amigos da casa.

Estou a falar do Abílio e do Acácio.

Com ambos se estabeleceu uma relação de amizade levando o Abílio a começar a colaborar e ajudar no que era necessário.

Como na Casa da Lina se efectuaram algumas festas e outros eventos, dos quais se faziam normalmente reportagens fotográficas, era o Abílio que tratava da revelação das fotografias.

Quem não se lembra dos gémeos devidamente mascarados nas festas de Carnaval?

domingo, 1 de agosto de 2010

O APOIO DOS AMIGOS - Mª JOÃO


Depois da abertura da Casa da Lina e como seria de esperar, nos primeiros dias direi mesmo semanas, poucos clientes apareciam chegando a comentar com a minha irmã que era muito chato os músicos estarema a tocar só para nós.

Aos poucos começaram a aparecer clientes e entre estes clientes, verificámos que aparecia uma moça acompanhada por um rapaz que diáriamente iam á Casa da Lina beber qualquer coisa como se fossem a um normal café.

Passado alhum tempo o rapaz deixou de aparecer e a moça continuava a ir ou sózinha ou com amigas. Como começámos a ter alguma confiança fomos falndo e do conhecimento se passou a uma amizade que foi durando até ao final da Casa da Lina.

A moça de quem estou a falar era a Maria João.

Ao fim de algum tempo e como o movimento na Casa da Lina, felizmente foi aumentando, a Maria João começou a dar uma ajuda no que era preciso.

Era mais uma amiga que ajudava para que tudo corresse pelo melhor.

O APOIO DOS AMIGOS - FÁTIMA


A Fátima, minha amiga e da minha irmã já antes da Casa da Lina, é uma amiga muito especial.

Não irá ser através deste blog que ela irá saber que a considero assim, porque tenho a certeza de que já o sabe faz muito tempo.

Partilhámos muitas situações. Umas boas, outras menos boas mas a nossa amizade foi sempre intocável.

Durante o período da Casa da Lina esteve sempre ao nosso lado, colaborando em tudo aquilo que era necessário.

Também a Fátima era e ainda é funcionária da Câmara Municipal de Lisboa e foi através dela que conheci o Pedro Tomé.

Depois da Casa da Lina ter fechado já tivemos a oportunidade de estarmos juntos várias vezes, não tantas quantas seriam de desejar.

Estou certo de que no pensamento da Fátima estarei presente muitas vezes, assim como ela está presente no meu pensamento também.

A nossa amizade será para sempre independentemente de estarmos mais ou menos próximos

O APOIO DOS AMIGOS - PEDRO TOMÉ


Conheci o Pedro Tomé através de uma amiga comum que também irá aparecer aqui neste capítulo.

Este era um dos amigos anteriores á Casa da Lina e que durante este período esteve sempre a meu lado.

Mais novo do que eu, era uma pessoa bastante divertida como se devem lembrar todos aqueles que pela Casa da Lina passaram.

Na altura o Pedro Tomé trabalhava na Câmara Municipal de Lisboa, onde penso que hoje ainda estará, apesar de neste momento ter um estatuto diferente porque hoje é o Senhor Engenheiro Pedro Tomé.

Não nos encontramos faz já bastante tempo, não porque algo tenha acontecido á nossa amizade, mas sim pelo facto de as nossas vidas terem sofrido alterações quer a nível profissional, quer a nível de residência.

No entanto continuamos de alguma forma a estar em contacto via NET, por exemplo através do Facebook, onde trocamos algumas mensagens e onde a Casa da Lina tem um pequeno espaço.

Quem sabe um dia destes não iremos poder dar aquele abraço