Quando pensámos ficar com a Casa da Lina, ao falarmos com a então proprietária, ela perguntou se estaríamos interessados em que um colaborador que ela tinha, continuasse a trabalhar lá.
Como para nós ia ser uma experiência nova, nunca tendo trabalhado neste ramo de actividade, resolvemos aceitar a sugestão uma vez que ele nos poderia ser de grande utilidade para já porque conhecia os cantos á casa e depois porque nos poderia dar umas luzes de como funcionar.
Fomos apresentados e a pessoa em questão (Manuel Machado), ficou realmente a trabalhar na Casa da Lina, passando a colaborar ás terças-feiras noite destinada inicialmente ao Fado Vadio e ás sextas, sábados e noites de véspera de feriado, pois se previam ser os dias de maior movimento.
O Manel Machado como era tratado por todos foi o nosso professor e foi quem nos ajudou a fazer a casa.
Entre todos nós bem como com os músicos e com a maioria dos clientes foi criado um ambiente familiar que levou a Casa da Lina a ser um dos locais mais falados da noite de Lisboa a nível de bares com música ao vivo.
Aproveito para recordar que esta relação de amizade se alastrou aos proprietários e músicos das outras casa do género, que depois de encerrarem iam para a Casa da Lina acabar a noite.
Recordo o Oliveira da Chafarica, nosso vizinho do lado, o Zé do Pé Sujo e da Bruxa, o Hugo da Clave de Tó (que infelizmente já faleceu), recordo também o Moisés que trabalhava na Clave de Tó e o pessoal das Noites de Luar que por lá apareciam aos fins de semana.
Com o Manel Machado tive a possibilidade de estar em contacto com ele pela net e mais recentemente no dia 24 de Julho, dia do meu aniversário fez o favor de estar presente numa pequena reunião de ultima hora na Chafarica. Obrigado Manel.
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